Ônibus azul, velho e decadente

Falei mal do Brainstorm#9 e acabei voltando atrás logo depois que o autor disparou uma audaz crítica contra uma grande anunciante. Mas desta vez é impossível a redenção da vítima: o Bluebus.

Como pode um site que há anos é referência em comunicação, que sempre se antecipa a todos os outros meios, manter no ar uma página tão feia, mal organizada e tosca?

Eles fazem artigos sobre cinema, comportamento, marketing, usabilidade, interação, promoção, e pasmem, comentam até sobre internet. Portais, hotsites, promoções e campanhas on-line de todo o planeta são apresentadas ao mundo pelo Bluebus. Se tornaram referência, mas não adequam o próprio site ao mundo moderno, à famosa web 2.0.

Admiro quem não se entrega ao fenômeno FLASH e preza pelo conteúdo, mas mesmo sem animações inconvenientes, o Bluebus não é nada funcional. Apesar de estar sempre na boca do mundinho da propaganda, nunca tive paciência de ler aquilo, que realmente deve publicar coisas interessantes. É tudo tão azul e repleto de links confusos que embaralha a visão.

Há muito eles fugiram da própria descrição inicial, que talvez lá em meados da década de 90 justificasse o formato:

“Blue Bus, fundado em 1995, nao tem outra pretensao intelectual ou pratica do que, como um ônibus, ‘levar as pessoas aos lugares’, através de notas curtas e links, como um ‘guia’ diario instalado basicamente sobre o assunto ‘midia’, mas tambem colecionando informaçoes.”.

Contra a corrente e a favor de uma boa organização, eu fujo desse ônibus azul empoeirado. Talvez a única solução seja mandar pro lata velha, do Caldeirão Assistencialista do Huck.

Finjam que a combi é um ônibus e que a ferrugem é poeira. Se bem que "enferrujado" também serve pro Bluebus.

Ok, isso é uma combi enferrujada. Mas ilustra muito bem!

PS: Acabei de ver que não fui o primeiro blogueiro semi-sério do país a criticar o Bluebus. O br#9 ironizou o conteúdo do ônibus, que ainda foi chamado de puta barata mercenário por um outro sujeito.

É tudo farinha do mesmo saco

Dunga nunca faz nada mesmo.

Thiago Branca de Neves, o único que não comeu a maçã envenenada, entrou só quando a bruxa já estava solta, e precisou se sacrificar para evitar o quarto.

O resto é tudo 

E o que futebol tem a ver com propaganda?

Não sou David Lynch (aliás, odeio os filmes dele), mas vou deixar você tirar suas próprias conclusões.

Viva a pátria bronzeada!

A lógica da direção de arte

Não vou entrar no mérito dos detalhes. Assim como 98% da população mundial, não me importo com qual tom de verde o anúncio utiliza, se fica melhor com arial black ou arial sem black.

Admiro quando uma imagem fica bonita, e concordo que um belo layout na propaganda possa atrair o consumidor. Mas defendo a lógica, o enlace de idéias. Essa moda dos anúncio abstratos, que está cada vez mais forte, está matando a propaganda. Imagens sem sentido estão por toda parte. Layouts maravilhosos, imagens lindas e fru-frus que não acrescentam nada ao texto ou ao produto estão tomando conta de revistas, sites, banheiros de boteco e de todos os lugares por onde circula a publicidade.

Existe uma poderosa mão invisível (pelo menos eu não exergo) calando e/ou fazendo prevalecer a beleza vazia sobre a idéia. A “real beleza” da publicidade deve ser a união de todos os elementos possíveis para que a imagem do cliente, essa sim, seja atraente.

Encontrei alguns exemplos não perfeitos de anúncios que mostram a diferença entre a arte dadaísta dessa estúpida moda e a verdadeira direção de arte. Acho que não preciso dizer qual das campanhas foi feita por profissionais competentes:

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#Crítica9

Não sei se acho, bom, ruim ou se me sinto copiado.

Entrei no Brainstorm#9 com a intenção de pegar alguma das 500 campanhas que o autor elogia diariamente, postar aqui e fazer críticas ferozes.

Dei com os burros n’água. Fica para uma próxima oportunidade isso de crticar um anúncio para atingir o blog mencionado. Apesar de suave, o rapaz finalmente criticou alguém: Peugeot Invisible.

CópiAEIOU

Hoje o pessoal aqui da agência passou uma manhã feliz assistindo o vídeo de lançamento da Ae iou, empresa de telefonia que chegou a São Paulo. Eles reuniram muitos dos sucessos virais da internet, com a clara intenção de se mostrarem modernos e audaciosos.

A alegria coletiva com o vídeo estrelado por Ruth Lemos, o cara das uvas elétricas e companhia, se transformou em frustração, tristeza e auto-mutilação com a descoberta de que se trata de uma cópia.

Ok…exagerei sobre a reação das pessoas, mas posso me justificar: o vídeo é legalzinho, esté se tornando um sucesso por conter muitos ídolos, como a moça do Tapa na Pantera e o cara de Confissões de um Emo. O problema é que boa parte da população vai ficar sabendo de onde veio a “inpiração” dos nossos publicitários e vai se desapontar com a AE IOU e com a publicidade invejosa brasileira.

Cópia:

O clipe inspirador, com produção e música muito superiores é vetado para vizualização diretamente aqui do blog, mas você pode assistir clicando aqui. Foi o que os autores do video da Ae iou devem ter feito.

Já não basta a maioria dos programa da televisão brasileira serem cópias ou versões de atrações gringas?

Já não basta termos que aguentar o Jô Soares copiando descaradamente Jay Leno, David Letterman e muitos outros?

Já não basta saber que não ficaremos em primeiro no quadro de medalhas das Olimpíadas?

Ok…o Brasil não vai ficar nem entre os 20 primeiros lá em Pequim (ou Beijing, tanto faz), mas bem que nossa propaganda poderia voltar a trilhar seu próprio caminho, como nos áureos tempos de Olivetto.

Paródias e versões do clipe do Weezer estão pipocando por aí:

Será que o mesmo vai acontecer com a péssima cópia brasileira? Acho difícil.

E fica o recado de sempre: se é pra copiar, copie direito e faça melhor!

Frontlight backidea

Pra quem não sabe, “frontlight” é um outdoor mais ajeitado, iluminado pela frente, que apesar de lindo e eficiente para a propaganda, é proibido em cidades com São Paulo e Brasília. Desculpe explicar o que você já sabe, mas eu precisava fazer essa introdução para contar e mostrar o que vi esse final de semana.

Estava passando por uma caótica avenida no último sábado, quando me deparei com um enorme frontlight estampado com uma mulher linda, vulgar e seminua. De cara pensei ser alguma das típicas propagandas da região, convidando o público para conhecer belas e receptíveis garotas.

Ledo engano.

Quando, em meio àquela profusão de cores brilhantes, consegui encontrar o texto, entrei em choque.

Sempre defendi aqui no blog a presença de gostosas em propagandas. Comerciais de cerveja, protetor solar e até de imóveis ficam muito mais atraentes quando utilizam mulheres bonitas seminuas, mas elas precisam ter uma ligação mínima com a idéia e/ou o produto.

Como esqueci de fotografar a pérola, recriei no paint a “idéia” geral do que vi. Nome e telefone são fictícios. A mulher, apesar de provavelmente ser verdadeira, tem muito mais classe que a da peça original.

ps: Fiquei sem graça de recriar algo tão ruim, então peguei leve nas cores. O original é muito mais extravagante.

ps2: A seta com a distância realmente existe na peça original, e aponta para um beco escuro.

ps3: Trabalho feito no paint em menos de 1 minuto. O original, muito inferior a esse, certamente levou mais de 20 minutos para ser “criado” no Illustrator.

Crítica especial de aniversário.

Hoje o Vamos Falar Mal está completando dois meses.

Depois de comentar da má qualidade das propagandas goianas, de ter cuspido em anúncios com controle remoto, de ter chamado o anúncio do PV de lixo e de ter esculhambado com a publicidade chinesa, vi que era essa a hora de a analisar a comunicação do meu próprio “produto”.

Já repararam no visual daqui? Nas referências? Nos textos? Em alguma outra coisa ruim?

Apesar de ter sido tudo feito por mim, não deixei de ver as mazelas deste singelo blog.

O modelo do wordpress escolhido, apesar de lindo e funcional, apresenta um grave defeito: o espaço dado entre as imagens e os textos é mínimo, o que prejudica o visual e, principalmente, a leitura.

A “testeira”, essa imagem com o suíno e umas moedas no topo da página, não tem muita coisa a ver com o conteúdo aqui do portal. Posso até forçar a barra e dizer que o cofrinho representa o desperdício de dinheiro que o anunciante tem quando veicula uma propaganda ruim, mas isso não convence nem a mim mesmo. A verdade é que procurei por “black bg” no google e achei essa imagem bonita. Então a copiei para o paint¹ (isso mesmo, o paint brush) e a adaptei ao tamanho estipulado pelo wordpress.

E como pode o slogan ser tão ruim? Sou idealizador, proprietário e único funcionário do blog, tenho o briefing completo na minha cabeça, e não consegui até hoje fazer uma frase que mostre ao mundo quais as intenções e valores deste blog. Acho que tem que ser algo sério, mas com um desfecho realmente engraçado. E caso não se lembrem, eu sou redator, e fazer bons slogans é uma de minhas funções. Acho até que vou lançar um concurso. Quem fizer o melhor slogan ganha o direito de falar mal de qualquer coisa ou pessoa aqui no blog. Enquanto não tem o lançamento oficial da promoção, já podem ir mandando sugestões.

Além da parte visual, outra coisa que incomoda são as referências. Quase tudo vem sempre dos mesmo lugares. Mais da metade dos posts é criticando algum trabalho ruim do Ads of the World, site incompleto, provavelmente repleto de fantasmas, ou não. E o pior é que não pretendo averiguar nada por lá.

Já as críticas são sempre parecidas. Ou a fonte está pequena, ou é idéia repetida ou é simplesmente ruim. Mas isso não é culpa minha. Se as críticas se repetem é porque ninguém aprende com os erros alheios.

Ainda tem muito o que criticar, mas agora preciso trabalhar.

Desculpe querido blog, você é lindo se comparado com milhares que se acham referência.

1: Em outra oportunidade explicarei porque o paint brush é o mais poderoso aplicativo de manipulação de imagens existente.

Agradecimento e inspiração.

Antes de mais nada, quero agradecer uma (isso mesmo, “uma”, no singular) pessoa especial: o atualizado, engajado e fiel ser que marca presença por aqui todo domingo.

Muito obrigado, querido leitor dominical. É uma grande honra poder contar com você todo domingo neste singelo blog.

Agora, voltando ao tema do blog, estive na afamada cidade de Goiânia este final de semana, comentada até pela imprensa internacional.

Por lá vi que cometem atrocidades também na propaganda. É tanta coisa ruim que é impossível escolher algo específico para colocar aqui. Então que tal umas propagandas ruins do querido lugar de quase sempre, para começarmos a segunda-feira inspirados?

Duas muito ruins e uma estranhamente engraçadinha:

Ficha técnica: quem se importa?

Jacarezinho, avião, tirem esse site daí.

Parabéns à W/Brasil, que depois de 27 anos mantendo no ar aquele ridículo pop-up com midis de músicas do Jorge Benjor, finalmente fez um site novo.

Tá certo que o Doutor Washington continua fazendo as poses de sempre, com a mão no queixo e a cara de pensador, e que o site é tão preto quanto as roupas do guru, mas como diria Caetano Veloso, caso fosse arquiteto de informação, a navegação ficou linda.

Eles não exageram no flash, como virou moda - inclusive prefiro esse da W/ Brasil do que sites aclamados, como o da Leo Burnett - e conseguiram mesclar toda a lenda que envolve a agência e seu fundador com novas idéias e soluções.

Para encerrar, mais congratulações ao Olivetto, agora por ele ter sido novamente eleito O Publicitário Mais Confiável, e principalmente, por ter posado para a foto acima. Como se não bastasse tirar uma mão do queixo, colocou as duas em um sutiã e fez aquela peculiar cara boba de gênio compreendido.

Ps: se aquele comercial do sutiã fosse feito nos dias de hoje, certamente seria vetado pelo CONAR.

Por que as propagandas são todas iguais?

Fiz o segundo post desse blog após assistir uma palestra do Ulisses Zamboni, da Santa Clara, e ver que mesmo depois de tanto planejamento, a campanha do Kuat ficou estúpida e vazia.

Umas semanas depois vi na TV um comercial do iG, também ruim, também vazio, mas ainda pior, pois, além de tudo, parecia uma cópia do comercial do Kuat.

Agora, pouco mais de um mês depois, vi outro lixo, que parece ter saído do mesmo buraco.

Trata-se de um comercial da Motorola (aquela marca de celular que, quando a bateria não acaba, explode).

Vasculhei o Youtube e só encontrei versões hispânicas. São todas tão iguais que é difícil reconhecer a que vi na TV. E o idioma também não importa, afinal não dizem nada mesmo.

Imagem amarelada e jovens fazendo coisas sem sentido ao som de uma música qualquer, by Motorola:

PS: Não sei como, quem postou os vídeos não permite mais que eles sejam vistos diretamente aqui do blog. Mas eles ainda estão no ar:

Motorola 1

Motorola 2

Não se assustem se o próximo comercial do Mcdonalds for desse jeito. Ou deste, que parece ser o mesmo.

Para quem se interessar, eis o link das irmãs.

Confesso que estou ficando com medo desse fenômeno amarelado.

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